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Ameaça Quântica ao Bitcoin: 65% da oferta já está segura, segundo a Ark Invest

O avanço da computação quântica gera debates frequentes sobre a segurança das criptomoedas. No entanto, um novo white paper publicado pela Ark Invest, em parceria com a Unchained, traz uma perspectiva mais otimista: cerca de 65,4% da oferta total de Bitcoin (BTC) já não estaria vulnerável a eventuais avanços quânticos, enquanto o restante exige atenção e planejamento por parte da comunidade de desenvolvedores.





O que define a vulnerabilidade quântica?



Segundo a Ark Invest, a ameaça reside na capacidade hipotética de computadores quânticos quebrarem a criptografia de curva elíptica (ECC) do Bitcoin. Embora o risco seja real no longo prazo, o relatório enfatiza que ele não é iminente.


A transição para um modelo vulnerável exigiria sistemas com desempenho ainda não alcançado e que, segundo estimativas de grandes empresas de tecnologia, só deve ser atingido em meados da década de 2030.


O estudo aponta que o ecossistema terá sinais de alerta antes de um ponto crítico, permitindo que a rede se adapte gradualmente aos desafios tecnológicos.





O caminho para a resistência quântica



Para se proteger, o Bitcoin precisará implementar novos formatos de endereço e integrar a criptografia pós-quântica (PQC), como o uso de assinaturas baseadas em hash ou redes, em um nível de consenso.


Esse processo, contudo, é complexo devido à estrutura de governança descentralizada do Bitcoin, que demanda amplo consenso para mudanças (soft forks).


Propostas como o BIP-360 já começam a discutir formas de reduzir a exposição, embora especialistas alertem que ainda são passos iniciais. A conclusão da Ark Invest é clara: o Bitcoin tem tempo para pesquisar e implementar as defesas necessárias, transformando o risco quântico em um desafio técnico superável ao longo dos próximos anos.


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