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Canaan aumenta reservas de Bitcoin em meio à onda de vendas de Mineradoras


Acumulação recorde em um mercado desafiador



Em um movimento que destoa da tendência atual do setor, a mineradora Canaan aumentou suas reservas de ativos digitais para níveis recordes em fevereiro. De acordo com a atualização operacional da companhia, foram produzidos 86 BTC no mês, elevando o total em tesouraria para 1.793 BTC. Além disso, a empresa atingiu um novo patamar em suas reservas de Ethereum, com 3.952 ETH, totalizando cerca de US$ 128 milhões em ativos digitais.


O CEO da Canaan, Nangeng Zhang, reforçou que a empresa mantém uma visão de longo prazo sobre a gestão de sua tesouraria, focando na acumulação estratégica apesar da instabilidade nos preços. Além do fortalecimento da reserva, a companhia ampliou seu hashrate instalado para 14.75 EH/s e consolidou sua presença nos Estados Unidos com a aquisição de uma participação de 49% em projetos de mineração no Texas.





Mineradores sob pressão e Margin Call do setor



A postura da Canaan contrasta com a realidade da maioria dos mineradores públicos, que têm vendido suas reservas de forma acelerada desde outubro, quando o BTC saiu da casa dos US$ 126 mil para os níveis atuais na casa dos US$ 60 mil. A queda na lucratividade criou o ambiente de margens mais apertadas da história do setor, elevando os custos operacionais em um cenário de preços do ativo em declínio.


Dados de mercado indicam que mineradoras listadas em bolsa já liquidaram mais de 15.000 BTC desde o pico de outubro. Grandes nomes do setor, como Cango e Core Scientific, também executaram vendas expressivas para cobrir custos e ajustar balanços. A divergência entre empresas que liquidam para sobreviver e aquelas, como a Canaan, que seguem acumulando, desenha um cenário de consolidação onde apenas os players com maior eficiência operacional e liquidez de balanço conseguirão escalar a médio prazo.


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