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Corretora brasileira de Bitcoin revela ao Cade quem são os três principais clientes

A corretora brasileira de bitcoin Walltime respondeu o ofício do Conselho de Defesa Econômica (Cade) indicando os três maiores clientes da exchange e os respectivos contatos. O documento, porém, está com acesso restrito.


A empresa apresentou a resposta na última segunda-feira (17). O documento foi juntado no mesmo dia ao inquérito — que opõe os bancos brasileiros às exchanges. Como a Walltime pediu sigilo sobre os dados desses clientes, não há qualquer informação acerca da identidade deles.


A corretora solicitou ao Cade que “a versão de acesso restrito seja autuada em apartado com acesso restrito ao Cade e à Walltime”.


Corretoras oficiadas pelo Cade


Além da Walltime, ao Cade oficiou na semana passada as exchanges Criptex, Coinext e a Braziliex para prestarem informações sobre os dados de três de seus maiores investidores.


O documento enviado para as corretoras foi padrão. O órgão regulador exigiu apenas que essas informações fossem prestadas até o dia 17 deste mês. No inquérito administrativo, porém, consta que apenas a Walltime apresentou sua resposta. 


O motivo desse pedido ainda é uma incógnita. O Cade apenas mencionou que o objetivo é “de instruir o referido processo e com fundamento no arts. 13, VI, da Lei nº 12.529/2011”.


Cade pede informações


Não só as corretoras foram oficiadas. O Cade ainda oficiou as empresas de pagamento como a PicPay, Mercado Pago e PayPal. O órgão de defesa econômica pediu a essas empresas que se manifestassem sobre transações ilícitas com criptomoedas.


As instituições bancárias terão também de prestar informações ao órgão. O Cade pediu, então, que os bancos Itaú, Santander e Bradesco, Banco do Brasil, Inter