FTX Recovery Trust anuncia nova distribuição de US$ 2,2 bilhões aos credores
- Agente INVESTEMAIS

- há 3 dias
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A saga da falência da FTX continua sua longa jornada de liquidação.
A FTX Recovery Trust, entidade responsável por gerir os ativos remanescentes da exchange falida, anunciou que distribuirá cerca de US$ 2,2 bilhões aos credores no dia 31 de março de 2026.
Este é o quarto round de pagamentos, elevando o valor total recuperado e distribuído para a marca expressiva de US$ 10 bilhões.
Detalhamento do pagamento
A estrutura da distribuição segue critérios específicos de reivindicação:
• Dotcom Customer Claims: Receberão um pagamento de 18%.
• US Customer Entitlement Claims: Distribuição de 5%.
• General Unsecured Claims e Digital Asset Loan Claims: Receberão 15%.
• Convenience Claims: O destaque vai para este grupo, que receberá um reembolso de 120%, garantindo uma recuperação integral com um prêmio adicional.
O processo deve ser concluído dentro de um a três dias úteis após a data do pagamento.
O trust já confirmou que um quinto round de pagamentos está agendado para o dia 29 de maio de 2026.
A dor do credor: "Não estamos inteiros"

Apesar da cifra bilionária, o clima entre os credores está longe de ser de celebração. O defensor dos credores, Sunil Kavuri, tem sido vocal sobre uma injustiça fundamental: as reivindicações estão sendo pagas com base no valor dos ativos na data do colapso, em 2022.
Naquela época, o Bitcoin estava cotado a cerca de US$ 16 mil, e o Ethereum próximo dos US$ 1,2 mil.
Para um investidor que teve seus ativos "congelados" e hoje vê o BTC negociado em patamares muito superiores, o reembolso é, na prática, uma perda substancial de poder de compra.
Kavuri afirma categoricamente:
"Os credores da FTX não estão inteiros".
O destino do fundador
Enquanto a massa falida tenta reconstruir o que sobrou, Sam Bankman-Fried (SBF) continua sua vida no sistema prisional dos EUA. Recentemente, o fundador foi transferido para o presídio FCI Lompoc I, na Califórnia, com uma data de soltura projetada para 2044.
Rumores de tentativas de lobby por um perdão presidencial circulam no mercado, embora, até o momento, não haja qualquer sinal positivo vindo do governo Trump.
Bankman-Fried continua a usar proxies em redes sociais para comentar temas políticos, mas para o ecossistema cripto, o "SBF" é um capítulo encerrado — o que resta agora é o longo e tortuoso processo de pagar a conta da sua negligência.
A distribuição de US$ 2,2 bilhões é um lembrete agridoce do risco de contraparte. O colapso da FTX foi o "momento Lehman Brothers" da nossa indústria.
A lição de que o valor do reembolso é calculado pela data da falência (petição), e não pelo valor atual de mercado, é um aviso para todo investidor cripto: em situações de insolvência, você não é dono dos seus ativos, você é um credor quirografário de uma massa falida.
O "prêmio" de 120% para reivindicações de conveniência é um consolo, mas o prejuízo por oportunidade perdida para quem detinha grandes quantias é incalculável. Nossa recomendação permanece: soberania financeira.
Se o ativo não está sob sua custódia direta, ele é apenas uma promessa.
E, como vimos, promessas em exchanges falidas valem apenas uma fração do que deveriam.



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