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Morgan Stanley escolhe BNY Mellon e Coinbase como custodiantes para ETF de Bitcoin

A Morgan Stanley, um dos maiores bancos de investimento de Wall Street, deu um passo gigantesco em direção à adoção institucional do Bitcoin. Em uma declaração à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) nesta quarta-feira, o gigante financeiro anunciou a seleção do Bank of New York (BNY) Mellon e da exchange Coinbase como custodiantes para seu futuro Fundo de Trust Exchange-Traded Fund (ETF) de Bitcoin.


A medida ocorre em um momento crucial, com os fluxos para ETFs de Bitcoin tornando-se novamente positivos, e sinaliza uma crescente confiança das grandes instituições no ativo digital, mesmo diante de uma recente correção no mercado.






Custódia Institucional: Segurança e Confiança para o Bitcoin



A escolha do BNY Mellon, um banco regulamentado pelo estado de Nova York, e da Coinbase, que opera como uma empresa de trust de responsabilidade limitada no mesmo estado, sublinha a prioridade da Morgan Stanley com a segurança e a conformidade regulatória. Ambos os custodiantes serão responsáveis por manter todo o Bitcoin do fundo em cold storage (armazenamento offline de chaves privadas), com uma porção movimentada para hot wallets para fins de criação e resgate de cotas do ETF.


Essa estrutura de custódia robusta é fundamental para atrair investidores institucionais que exigem o mais alto nível de segurança e governança para seus ativos digitais. A expertise combinada de um banco tradicional e uma exchange especializada em criptoativos oferece um modelo híbrido que pode se tornar padrão no setor.






A Adoção Institucional Acelera: Fluxos Positivos e Novas Solicitações


O timing do anúncio é estratégico. Nos últimos dias, os fluxos para ETFs de Bitcoin viraram positivos, com o iShares Bitcoin Trust da BlackRock registrando US$ 322 milhões em entradas em um único dia. Isso compensou as saídas de outros fundos e marcou a primeira semana positiva em cinco, após quase US$ 4 bilhões em saídas consecutivas.


A Morgan Stanley já havia apresentado solicitações à SEC para ETFs spot de BTC e Solana (SOL) em janeiro, reforçando seu interesse em diversificar suas ofertas de produtos cripto. Essa movimentação da Morgan Stanley, junto com outras gigantes, reflete uma crescente e inegável adoção institucional, mesmo com o BTC cerca de 42% abaixo de sua máxima histórica de US$ 126.000.


O Impacto Estratégico do ETF para o Morgan Stanley e o Mercado


O lançamento de um ETF pelo Morgan Stanley solidifica a presença do banco no setor de cripto, oferecendo acesso a talentos e projetos como negociação de ativos do mundo real tokenizados (RWA), conforme Jeff Park, consultor da gestora de ativos BitWise. Mesmo que o fundo não atinja o sucesso estrondoso de outros ETFs já lançados, a mera existência de um produto da Morgan Stanley no espaço cripto é um endosso poderoso.


Ted Pick, chairman e CEO do Morgan Stanley, já havia afirmado em janeiro que o banco estava "bem posicionado no espaço de cripto e ativos tokenizados". O lançamento do ETF sinaliza que há um vasto interesse "não explorado" em ativos digitais, indicando que o mercado é muito maior do que se antecipava, especialmente para alcançar novos clientes.



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