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PicPay revela que pirâmide de criptomoedas já foi sua cliente

Em um ofício enviado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), o PicPay revelou que já teve como cliente uma pirâmide financeira.


Segundo a fintech, a pirâmide tinha como fachada operações de criptomoedas. No entanto, o PicPay não deu mais detalhes sobre a pirâmide citada. O ofício em questão foi enviado ao CADE em resposta à diversas perguntas feitas pela autarquia.


Operações ilícitas de corretoras de criptomoedas

A solicitação de informações feita pelo CADE ao PicPay e a outras fintechs está relacionada ao Inquérito Administrativo nº 08700.003599/2018-95.


Essa investigação apura “supostas condutas anticoncorrenciais praticadas por instituições bancárias em desfavor de empresas corretoras de criptomoedas”. Portanto, umas das perguntas do CADE é se a empresa já identificou operações ilícitas realizadas por corretoras de criptoativos.


Assim, o PicPay respondeu:

“Até o momento não identificamos operações ilícitas realizadas por corretora de criptoativos”, disse. “Entretanto, já detectamos uma pirâmide financeira que tinha como fachada a operação de criptomoedas, o que foi devidamente reportado ao Coaf e cujos envolvidos tiveram suas contas canceladas”, acrescentou o PicPay.

Normas de Segurança e rastreamento

Além disso, o CADE queria saber sobre as normas de segurança e rastreamento das empresas. Então, solicitou às fintechs que informassem detalhadamente sobre essas práticas com foco nas transações das corretoras de criptomoedas.


Sobre isso, o PicPay respondeu:

“Todos os usuários do PicPay passam por um processo de KYC [Conheça Seu Cliente], por meio do qual são confirmadas as informações cadastrais. Adicionalmente, todas as transações realizadas em nosso aplicativo são submetidas a análises antifraude e monitoradas para fins de PLD”.

Sobre o inquérito

Além do PicPay, o CADE também fez a solicitação de esclarecimentos a outras processadoras de pagamento. Algumas delas são: PayPal, PagSeguro (NYSE:PAGS), Stone (NASDAQ:STNE) e Mercado Livre (NASDAQ:MELI). No entanto, até o momento, apenas o PicPay respondeu aos questionamentos.


Além das fintechs, o CADE também solicitou informações a alguns bancos, exchanges, ao Banco Central bem como à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).


Fonte: CriptoFácil

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