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‘Possibilidade de interferência externa’: presidente do Líbano expande inquérito sobre explosão

O presidente do Líbano disse nesta sexta-feira (07), que a investigação sobre a maior explosão da história de Beirute examinaria se a causa foi uma bomba ou outra interferência externa, enquanto moradores tentam reconstruir suas vidas destroçadas pela detonação.


A busca pelos desaparecidos se intensificou, com equipes de resgate garimpando os escombros em busca de encontrar sobreviventes, após a explosão de terça-feira que matou 154 pessoas, destruiu parte da cidade e enviou choques sísmicos por toda a região.


"A causa ainda não foi determinada. Há a possibilidade de interferência externa por meio de um foguete ou uma bomba ou outro ato", disse o presidente Michel Aoun, em comentários veiculados pela imprensa local e confirmados pelo seu gabinete.


Ele disse que também consideraria se a explosão foi causada por negligência ou acidente. Ele havia anteriormente dito que materiais altamente explosivos haviam sido armazenados sob condições inseguras durante anos no porto. Uma fonte disse que o inquérito inicial culpou negligência no armazenamento de materiais explosivos.


Os Estados Unidos disseram anteriormente que não haviam descartado um ataque. Israel, que travou várias guerras com o Líbano, também negou que teve qualquer papel na explosão.


Fontes de segurança atiraram gás lacrimogêneo contra uma multidão furiosa em Beirute, no final da quinta-feira, à medida em que crescia a raiva contra a elite que está no poder e preside uma nação que já lidava com um colapso econômico mesmo antes da explosão fatal no porto que feriu 5 mil pessoas.


A pequena multidão, alguns arremessando pedras, marcou o retorno do tipo de protestos que se tornaram comuns no cotidiano de Beirute, com os libaneses vendo suas economias evaporarem e a moeda se desintegrar, à medida em que fracassavam as decisões tomadas pelo governo.