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Secretário de Saúde dos EUA ataca resposta da China à pandemia durante visita a Taiwan

O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Alex Azar, atacou a resposta da China à pandemia de coronavírus hoje, terça-feira, e disse que, se um surto parecido surgisse em Taiwan ou nos EUA, ele teria sido "facilmente sufocado".


O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, criticou Pequim várias vezes por, segundo ele, tentar esconder o surto de coronavírus, inicialmente identificado na cidade chinesa de Wuhan, no fim do ano passado, e, ainda na visão dele, prevaricar o compartilhamento de informações. A China nega com irritação as acusações.


"O Partido Comunista Chinês teve a chance de alertar o mundo e trabalhar com o mundo na luta contra o vírus. Mas eles escolheram não fazer isso e os custos dessa escolha crescem todos os dias", disse Azar, em Taipei, capital da autônoma Taiwan, ilha que a China reivindica como sua.


À medida em que o vírus surgia, a China não cumpriu suas "vinculantes" obrigações internacionais, em traição ao espírito cooperativo necessário para a saúde global, acrescentou, usando uma máscara, como fez em todos seus eventos públicos em Taiwan.


"Acredito que não é exagero dizer que, se o vírus tivesse surgido em um lugar como Taiwan ou nos Estados Unidos, poderia ter sido sufocado facilmente; rapidamente relatado às autoridades de saúde pública, que teriam compartilhado o que sabiam com profissionais de saúde e com o público em geral", disse Azar.


"Em vez disso, Pequim parece ter resistido a compartilhar informações, amordaçando médicos que falavam e prejudicando a capacidade de resposta do mundo."

Os Estados Unidos têm o maior número de infecções e mortes por coronavírus no mundo, e Trump recebe severas críticas em seu país por não lidar com o que ele chama de "vírus chinês" com a seriedade necessária.


Taiwan foi elogiado por especialistas em saúde pelas medidas antecipadas e eficientes que tomou para controlar o surto, chegado a apenas 480 infecções, incluindo sete mortes.