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Sharplink reporta prejuízo de US$ 734 milhões em 2025, mas mantém aposta Institucional em Ethereum


O impacto da Volatilidade no balanço da Sharplink


A Sharplink, empresa focada em tesouraria de Ethereum, reportou um prejuízo líquido de US$ 734,6 milhões referente ao ano de 2025. O resultado negativo foi impulsionado principalmente pela forte correção do mercado de criptomoedas no segundo semestre, que gerou uma perda contábil (não realizada) de US$ 616,2 milhões sobre os 868.699 ETH acumulados pela companhia até o momento.


O Ethereum enfrentou um período turbulento: após atingir US$ 4.829 em agosto, a criptomoeda sofreu com o crash de outubro e encerrou o ano cotada próxima aos US$ 3.000. Somado a isso, a Sharplink registrou uma despesa de US$ 140,2 milhões relacionada à conversão de seus tokens em staking.





Estratégia de Longo Prazo e crescimento de receita



Mesmo com os números no vermelho, a diretoria da Sharplink — que conta com Joseph Lubin, cofundador do Ethereum, como presidente do conselho — reafirmou sua tese de investimento. A empresa declarou que continuará comprando Ether, enfatizando que sua estratégia foi desenhada para performar através de ciclos completos de mercado, visando aumentar a quantidade de ETH por ação de forma responsável.


Um dado que chama a atenção é o salto na receita total, que subiu impressionantes 659%, saltando de US$ 3,7 milhões para US$ 28,1 milhões em 2025. A receita proveniente apenas do staking de ETH cresceu 48,5% entre o terceiro e o quarto trimestre, alcançando US$ 15,3 milhões.





A nova era das tesourarias digitais


A Sharplink consolidou sua posição como a segunda maior detentora pública de Ethereum do mundo, atrás apenas da BitMine Immersion Technologies (que detém 4,5 milhões de ETH). Em 2025, a Sharplink conseguiu dobrar sua métrica de 'ETH por ação', subindo de 2 ETH para 4,01 ETH por papel emitido.


Embora as ações (SBET) tenham sofrido uma queda de 50% nos últimos seis meses acompanhando o mercado, elas ainda acumulam uma alta de 67% em relação ao ano passado. O caso da Sharplink ilustra o desafio das empresas de capital aberto que adotam ativos digitais em seu balanço: a volatilidade de curto prazo nos resultados contábeis muitas vezes mascara um crescimento operacional e acúmulo de ativos agressivo.


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