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Venezuela cria carteira estatal de Bitcoin para transferências internacionais

A Venezuela vai incorporar carteiras de bitcoin e litecoin à plataforma nacional de remessas, Pátria.


Em uma atualização, as autoridades do país disseram que esta medida permitirá que os cidadãos venezuelanos recebam formalmente remessas na forma de criptomoedas. Muitas pessoas no país fogem da hiperinflação e já usam o bitcoin como reserva de valor e também em pagamentos internacionais.


A incorporação formal do bitcoin ao sistema nacional de remessas provavelmente aumentará o uso de criptomoedas pelos venezuelanos. O país já ocupa o terceiro lugar na lista de países com o maior uso de criptomoeda no mundo.


Esse anúncio feito através do blog Pátria, é uma continuação de um conjunto de emendas à política de criptoativos feita pelo governo de Maduro para conter os efeitos das sanções dos EUA.


Em uma atualização publicada em 28 de outubro, o governo do país – que ainda espera ver a adoção generalizada de seu token fracassado petro – falou sobre a “incorporação de pares de petro-bitcoin e petro-litecoin em um sistema de troca”. No entanto, a atualização não tem detalhes sobre este sistema de troca ou quando essa incorporação planejada está definida para acontecer.


A atualização também revela o plano de introduzir “comissões e taxas de câmbio e remessas”. O governo de Maduro está planejando o que chama de “implementação de uma comissão de serviço para todas as operações realizadas nas carteiras Petro, Bitcoin e Litecoin”.


Embora a atualização não forneça os detalhes mais precisos, ela, no entanto, esclarece que algumas dessas funções serão introduzidas em fases. A atualização do idioma espanhol traduzida livremente diz:

Nos poucos dias após esta atualização, algumas dessas funcionalidades estarão disponíveis apenas para um número selecionado de usuários para fins de teste das alterações. A Plataforma Patria irá incorporar gradativamente todos estes e outros serviços, que devido à sua extensão exigirão vários dias de atualização e monitoramento.

As autoridades na Venezuela agora parecem mais determinadas a adotar as criptomoedas. O governo anunciou recentemente o reconhecimento formal e o endosso da mineração das criptos.


No entanto, assim como a última atualização, Caracas está colocando condições que podem funcionar contra o objetivo maior de aumentar o uso e a adoção dos ativos descentralizadas e resistentes à censura, como o bitcoin.


Resta saber se os membros da comunidade de expatriados venezuelanos vão abraçar a proposta de incorporação do bitcoin ao sistema de remessas.


Fonte: cointimes

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